Município de Monteiro não entrou no Fundo de Participação da União.Dívidas foram renegociadas para que obras da cidade não parassem.
Uma cidade no interior da Paraíba aperta o cinto e até a prefeita corta o próprio salário para engordar o orçamento.Em cidades como Monteiro, na Paraíba, que tem o recurso como principal fonte de renda, a notícia serve como um alerta: é preciso se adequar à realidade e continuar cortando gastos. Como outras 300 cidades, Monteiro ficou fora do aporte extra.
Na cidade de 30 mil habitantes, a 300 km de João Pessoa, há dois meses os servidores reduziram a jornada de trabalho de seis para quatro horas por dia. E cortou-se o que fosse possível. As dívidas foram renegociadas para que as obras não parassem.
Numa medida extrema, que a prefeita, Edna Henrique, jura não ser demagógica, ela resolveu suspender, por tempo indeterminado, o próprio salário, o do vice e dos sete secretários. Uma economia mensal de R$ 55 mil.
“É um suspense para todos os prefeitos o aguardo dessa parcela do FPM. Então para que não viesse surpresas, que a gente não tivesse como cobrir, nós já buscamos essa solução”, explica a prefeita. Na quarta-feira (30) o Congresso aprovou a liberação de R$ 1 bilhão para os municípios, mas o primeiro escalão de Monteiro vai continuar sem salário. A cidade ficou fora da nova linha de crédito por não atender aos critérios do repasse, junto com outros 319 municípios.
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