
Um foguete já partiu para o espaço levando o satélite Lcross. Os dois vão se separar e o foguete vai seguir em direção à Lua.
Já faz 40 anos desde que a Lua brilhou em todas as capas de jornais e revistas dos anos 1960. Afinal era a primeira vez que o homem pisava lá. Depois veio um período de ostracismo. Os astronautas passavam longe.
A Nasa voltou seus telescópios para os planetas, muito mais misteriosos. Depois do pouco caso, os cientistas decidiram agora bombardear a Lua, à procura de água. Parece até cena do filme "Uma viagem à Lua", em que uma bala disparada da Terra atinge uma das crateras lunares.
Os americanos não levaram muito a sério. Um homem duvida: "Eu não acho que seja verdade". Mas é.
Um foguete já partiu para o espaço levando o satélite Lcross. Os dois vão se separar e o foguete vai seguir em direção à Lua. O Lcross vai logo atrás, registrando tudo. Às 8h30, horário de Brasília, o foguete vai se chocar na cratera lunar.
O impacto vai levantar uma poeira, iluminada pelo Sol pela primeira vez em bilhões de anos. As imagens captadas vão ser enviadas aos laboratórios da Nasa e analisadas em busca de evidência de água. Em seguida, o satélite também mergulha na Lua. Outra explosão de poeira e mais material para ser estudado.
O espetáculo só vai ser visível para os grandes e médios telescópios. Mas a missão vai ser toda transmitida ao vivo pela página da Nasa na internet. Aliás, quem quiser uma boa piada sobre o assunto também pode encontrar na internet. O computador foi o instrumento usado por americanos para criticar o bombardeio à Lua.
Teve até uma brincadeira do apresentador David Letterman, dizendo para ter cuidado com os ataques, porque a Lua pode responder à altura. Para resumir o sentimento quase geral, um homem faz um apelo: "Isso é loucura, é insano, deixe a Lua em paz".











