
Funcionários da Caixa Econômica Federal mantêm paralisação
Os bancários dos bancos privados, do Banco do Brasil e da Nossa Caixa encerraram a greve após 15 dias de paralisação e retornam ao trabalho nesta sexta-feira (9). Os funcionários da Caixa Econômica Federal, entretanto, decidiram continuar com a paralisação.
A proposta aprovada pela maioria dos bancários contempla reajuste salarial de 6% (aumento real de 1,5%) e PLR (Participação nos Lucros e Resultados) equivalente a 90% do salário mais R$ 1.024, podendo chegar ao valor máximo de R$ 6.680. O valor pode ser aumentado até que seja distribuído pelo menos 5% do lucro líquido obtido pela instituição financeira, podendo chegar a 2,2 salários, ou no máximo a R$ 14.696.
- A greve forçou os bancos a mudar a proposta. Eles foram obrigados a pagar o aumento real e mudar o formato da PLR, graças à garra dos trabalhadores – disse o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino.
Já os empregados da Caixa Econômica Federal entram nesta sexta-feira no 16º dia de greve nacional. A decisão foi tomada durante assembléia realizada na quinta-feira (8) por cerca de 500 trabalhadores de agências e concentrações.
Os funcionários da Caixa decidiram intensificar a paralisação para pressionar a direção da empresa a atender as reivindicações dos trabalhadores. Uma nova assembleia será realizada hoje, às 16h.
- Os bancários de outras instituições financeiras, inclusive públicas, já chegaram a um acordo e garantiram aumento real do salário e participação nos lucros e resultados que valorizasse os bancários. A mesma disposição não temos tido por parte da Caixa - disse o diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Eduardo Nunes.
Contas atrasadas
Durante a greve, quem precisou pagar as contas teve que utilizar caixas automáticos, internet ou os serviços das casas lotéricas.
Mas para quem não conseguisse pagar as contas em dia por meio dos serviços acima, a recomendação dos órgãos de defesa do consumidor, como o Procon e Idec, era entrar em contato com a empresa ou pessoa para qual está devendo e negociar uma outra alternativa de pagamento.
Agora se essa alternativa não foi dada, o consumidor tem o direito de exigir isenção para o pagamento de multas na hora em que conseguir pagar a dívida.
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