Grevistas devem aprovar a proposta de reajuste salarial de 6% apresentada pelos bancos e encerrar paralisação que entra no 15º dia
Os bancários realizam assembleia nesta quinta-feira (8) para decidir se aceitam ou não a nova proposta apresentada pela Fenaban (representante dos bancos), que contém aumento real de salários, PLR (Participação nos Lucros e Resultados) maior e adicional independente do crescimento do lucro.
Hoje a paralisação entra no seu 15º dia e a expectativa é que após as assembléias que serão realizadas pelos grevistas, as 7.222 agências espalhadas por 26 estados do país e no Distrito Federal voltem a funcionar.
Na rodada de negociações realizada ontem, a Fenaban ofereceu à categoria reajuste salarial de 6%, o que significa aumento de 1,5% acima da inflação. A associação também propôs PLR maior: adicional passa a ser de 2% do lucro líquido do banco, independentemente do crescimento desse lucro.
Ou seja, caso os bancários aceitem a proposta, constará na Convenção Coletiva de Trabalho que todo ano haverá adicional à PLR. A Fenaban concordou também com um teto de 15% para distribuição do lucro. A proposta anterior era de 4%.
A proposta da Fenaban também garante a ampliação da licença-maternidade para 180 dias para as funcionárias de todos os bancos e a isonomia de tratamento para casais homosexuais, ou seja, o parceiro de um homosexual terá direito a ser dependente no plano de saúde, por exemplo, como ocorre com os casais heterosexuais.
O presidente da Contraf-Cut, que representa os bancários, Carlos Cordeiro, diz que a nova proposta é resultado da força da greve e que a proposta de PLR em especial representa um avanço na relação entre os bancos e seus trabalhadores.
- Essa oferta é mais simples e transparente, pois não está mais atrelada ao percentual de crescimento do lucro e sim ao resultado. Com isso, não existe mais o risco de os bancários não recebam.
Os grevistas continuam as negociações com os bancos públicos Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.
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